Portuguese Translation of the AIL Call for an International Campaign Against US Imperialist Aggression in Venezuela

We hereby share an unofficial translation of the call made by the Coordinating Committee of the Anti-Imperialist League (AIL) shared by the Revolutionary People’s Student Movement (MEPR).

Anti-imperialistas do mundo, uni-vos!


FORA IMPERIALISMO IANQUE DA VENEZUELA!

Chamado para uma campanha internacional para rechaçar a agressão do imperialismo ianque na Venezuela

O Comitê Coordenador para a Fundação da Liga Anti-imperialista rechaça e condena vigorosamente a criminosa agressão militar perpetrada pelo imperialismo ianque contra Venezuela na noite do dia 3 de janeiro de 2026. Este ato de guerra, que inclui bombardeios, assassinatos e sequestro do presidente Maduro e sua esposa, constituem uma flagrante violação da soberania nacional, seguido de declarações de que Estados Unidos “governará”, ameaças de levar a cabo ataques maiores e declarações de que Estados Unidos controlará o petróleo venezuelano. Contistui uma agressão militar direta contra Venezuela, uma ameaça direta a Cuba, México e Colômbia, e a todos os povos oprimidos da América Latina e do mundo. Neste absoluto desprezo pelo direito internacional e nessa aberta agressão e violência, se revela o verdadeiro rosto do imperialismo ianque. Recorre a medidas cada vez mais desesperadas para manter sua hegemonia mundial em declínio.

Os mesmos que, através da CIA, impulsionaram o narcotráfico utilizando-o como arma política, como ocorreu nos anos 80 com a “guerra suja” na América Central, a “Contra” na Nicarágua e com a produção e comercialização de ópio no Afeganistão, hoje utilizam “a guerra contra o narcotráfico” como fachada para aprofundar a militarização, a ocupação militar e a agressão contra América Latina e o Caribe. Os mesmos que tem uma longa história de intervencionismo na América Latina, que derrubou pelo menos 41 governos entre 1898 e 1994, desde Guatemala até o Chile, desde o Brasil até o Haiti, treinaram torturadores nas Escolas das Américas e financiaram esquadrões da morte. Hoje, Estados Unidos, erigindo-se como o grande gendarme da democracia, pretende abrir outro capítulo de maior intervencionismo e agressão contra os povos da América Latina e o Caribe.

Enquanto os imperialistas brindam apoio incondicional ao genocídio sionista na Palestina, perpetram bombardeios na Nigéria sem punição, orquestram guerras para saquear os recursos do Sudão, subjugam nações e povos desde a Ásia Ocidental até o Sahel, enquanto que dentro dos Estados Unidos geram um terror racista contra os imigrantes. O maior terrorista do mundo, EUA, se apresenta cinicamente como defensor da democracia na Venezuela!

O objetivo principal dessa ofensiva contra a América Latina é, ademais do saque dos seus recursos naturais e matérias-primas, a ocupação militar da região para preparar uma nova contenda interimperialista pela repartilha do mundo, conter a influência de potências como China e Rússia na região e a reestruturação econômica, política e militar de sua retaguarda, seu “quintal”, para afrontar sua crise econômica, política e militar. Também buscam conjurar qualquer levantamento revolucionário de massas que lute por sua verdadeira libertação e ameace a existência do imperialismo.

Seu desafiante “Corolário Trump” a Doutrina Monroe e a crescente agressão serviram principalmente para despertar o que mais temem: o ódio revolucionário e a resistência dos povos. Desde o Rio Bravo até a Patagônia, e desde Venezuela até a firme resistência em Gaza, o movimento antiimperialista se prepara para ressurgir. Em seu desespero, como uma besta moribunda, afundou seus pés em um atoleiro e se verá ainda mais afundado.

A soberania nacional e os direitos dos povos só podem se lograr mediante uma luta antiimperialista, revolucionária e combativa consequente. É uma ilusão perigosa depositar a esperança de que os imperialistas e seus lacaios, os maiores carniceiros e genocidas da história, se convertam repentinamente em santos que desejam respeitar a soberania, cooperar e dialogar. A soberania dos povos se conquista com a luta, não com demagogia e mentiras. É necessário combater a capitulação e prepararmos para uma luta prolongada para acabar com o sistema imperialista.

Fazemos um chamado a impulsionar uma campanha internacional de condenação e ação direta contra a agressão sofrida pela Venezuela. Chamamos todas as forças proletárias, democráticas, revolucionárias e antiimperialistas a desenvolver a mobilização popular na defesa da soberania venezuelana e contra a agressão imperialista no continente americano e no mundo.

Fazemos um chamado a iniciar o antes possível as atividades no marco de uma campanha internacional e convocamos um Dia de Ação Internacional de 3 fevereiro de 2026 para condenar a agressão ianque a Venezuela.

Contra a agressão e ocupação imperialista, os povos do mundo resistirão e o imperialismo perderá!

Ianques fora da Venezuela, Palestina e do mundo inteiro! Ianques, vá para casa!

Levantar-se em um poderoso movimento antiimperialista mundial!

COMITÊ COORDENADOR DA LIGA ANTIIMPERIALISTA
Janeiro de 2026

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